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FSP, Mercado, p. A22
17/12/2016
Projeto da Vale vira agenda positiva de Temer

Projeto da Vale vira agenda positiva de Temer

FERNANDA PERRIN
DE ENVIADA ESPECIAL A CANAÃ DOS CARAJÁS (PA)

A Vale inaugura neste sábado (17) o maior projeto de mineração do mundo, localizado em Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará, depois de 15 anos do seu início.
A cerimônia estava prevista para quinta-feira (15), mas foi adiada a pedido do presidente Michel Temer, que decidiu anunciar um pacote de medidas econômicas no dia.
A ida ao Pará é parte do esforço de Temer de promover uma agenda positiva em meio a uma crise política que ameaça seu governo após a citação de aliados e do próprio presidente nas delações de executivos da Odebrecht.
No complexo S11D, como é chamado o projeto, Temer encontrará um cenário com números grandiosos: do investimento de US$ 14,3 bilhões ao potencial de exploração de 90 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano.
Em meio a valores tão expressivos, chama a atenção a projeção de geração de empregos diretos: 2.700, quando mina e usina estiverem em operação regular.
Para ter uma comparação, na Serra Norte de Carajás, onde a empresa já explora o minério, são cerca de 7.000 trabalhadores, segundo Josimar Pires, diretor da Vale.
Em seu pico, o projeto de S11D já chegou a empregar cerca de 15 mil pessoas.
O número pequeno de empregados projetado é uma das razões para o custo de produção no S11D ser 41% menor do que a média de outros projetos da empresa.
A necessidade menor de mão de obra deve-se à tecnologia aplicada na exploração: em vez de caminhões, comuns na mineração convencional, o S11D usa uma estrutura de escavadeiras e britadores interligados por 68 km de correias transportadoras.
Esse sistema permite à empresa diminuir em 70% o consumo de diesel.
IMPACTO AMBIENTAL
Em 30 anos, quando a vida útil da mina se esgotar, o local (na Floresta Nacional de Carajás) será um grande buraco de 9,5 km de extensão por 1,5 km de largura e 300 m de profundidade.
Para evitar a degradação, a Vale comprometeu-se a reflorestar a área. Para obter a licença do Ibama, ela se comprometeu a realizar uma série de compensações ambientais, que devem somar até R$ 50 milhões.

FSP, 17/12/2016, Mercado, p. A22

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