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13/09/2012
Patrimonio da Penha tambem e atingido por incendio no Caparao

Brigadistas e voluntários continuam nesta quinta-feira (13) com os trabalhos para conter os focos de incêndios florestais que atingem a região do Parque Nacional (Parna) Caparaó. Segundo o chefe do Parna, Luizmar Cathéringer, enquanto alguns focos foram contidos, outros surgiram devido ao tempo seco, ao sol forte e à predominância de ventos na região. Entre os novos pontos atingidos está o Patrimônio da Penha, no município de Divino São Lourenço.

"O fogo já atingiu uma grande área da região do parque em diferentes localidades. As áreas mais críticas são Córrego do Pouso Alto e Pedregulho, onde as chamas ainda são incontroláveis", ressaltou Luizmar. Ele informou que as localidades estão localizados no município de Iúna, na região do Caparaó, e o fogo se encontra em áreas de difícil acesso. Já em Patrimônio da Penha, a área é menor, mas apesar do fogo estar praticamente controlado, é preciso acompanhar, devido os fortes ventos.

Os incêndio florestais que atingem o Parna Caparaó foram registrados na manhã dessa terça-feira (11). As regiões de Rio Claro, em Iúna; Santa Clara, em Irupi, e Rio Norte, em Ibitirama, foram as primeiras a serem atingidas.

Na região do Parna, que abrange os estados do Espírito Santo e Minas Gerais, estão distribuídos 30 brigadistas, mas segundo Luizmar há muitos voluntários trabalhando na contenção dos incêndios. Ainda não há o número de quantos hectares foram destruídos.

Ao todo, 16 unidades de conservação federal configuram o que parece ser o momento mais crítico da atual temporada de incêndio florestal no país, segundo boletim divulgado pelo ICMBio.

O órgão que administra 312 UCs federais ressalta que para conter os incêndios é utilizado um grande aparato. São mais de dois mil brigadistas equipados com bombas costais e abafadores, seis aviões air tractor (que lançam água sobre o fogo) contratados para atuar nos vários pontos, carros-pipas e de transporte de tropa, além de viaturas menores para deslocamentos rápidos.

De acordo com critérios técnicos que definem os níveis de complexidade de combate ao fogo, os incêndios florestais de nível I são considerados de pequeno porte. Neste caso, o combate é feito unicamente pelas brigadas da unidade. Os de nível II, médio porte, são incêndios maiores e exigem o apoio de parceiros em nível local ou regional. Já os de nível III são grandes incêndios. Para debelá-los, é preciso uma articulação de forças mais ampla, envolvendo a União, os estados e os municípios.

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