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Jornal Cruzeiro do Sul - http://www.jornalcruzeiro.com.br
08/06/2015
Longas caminhadas atraem viajantes aventureiros

Um certo dia você decide que quer viajar, mas de uma forma diferente. Aí busca dicas na internet, conhece mais sobre o roteiro e, então, escolhe a mochila perfeita para ser a sua companheira durante a experiência e define os equipamentos necessários para a aventura. Aí você se depara com uma trilha longa, no meio da mata ou em montanhas, tornando mais próximo o contato com o lugar visitado, sentindo tudo de bom que a natureza pode te oferecer. Esse tipo de viagem é conhecido como trekking e é bastante popular entre as pessoas que dispensam hospedagens de luxo e confortáveis, para poder passar vários dias dentro de barracas e andando em meio a muito verde.

Diversos locais do Brasil, como os parques nacionais de preservação ambiental espalhados por vários Estados, oferecem experiências bastante procuradas pelos adeptos do trekking, que veem na viagem uma oportunidade única de conhecer locais maravilhosos e quase que intocados pelo ser humano. Além de destinos brasileiros, os países da América do Sul, como Bolívia, Peru e Chile, também são locais onde você se depara com muitos aventureiros.

Para contar sobre suas experiências, um dos idealizadores do site Trekking Brasil (www. trekkingbrasil.com.br), que traz dicas e sugestões de locais para praticar as longas caminhadas, o carioca Mario Nery, esteve em Sorocaba no final de maio, promovendo um bate-papo com os curiosos e adeptos desse tipo de viagem no Sesc. Mario já passou por diversos locais do Brasil, como o Parque Nacional do Caparaó (MG), Ilha Grande (RJ), Ilhabela (SP), Parque do Passo do S (RS), Ibitipoca (MG), Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ), Serra da Bocaina (divisa entre RJ e SP), entre outros; além de ter passado por aventuras na Bolívia, Peru, Argentina e Chile.

Mochilão x trekking

Por serem práticas que saem do lugar comum no mundo das viagens, o mochilão e o trekking acabam sendo confundidos. Porém Mario explica que eles são bem diferentes. O mochilão, segundo ele, é quando a pessoa decide, com uma mochila nas costas, conhecer diversas cidades, algo que é muito comum nos países europeus e também nos da América Latina. Já o trekking, que também inclui a mochila nas costas -- porém maior e muito mais pesada, pois inclui equipamentos --, seria fazer trilhas longas, com mais de dois dias de duração, em meio à natureza. "Você pode fazer um mochilão para a Patagônia, mas sem fazer trilha. Você pode ir pingando de cidade em cidade, mas tua praia não é trilha, aí você não faz. Assim como você pode fazer um mochilão urbano pela Europa. Mas aí você pode fazer um mochilão para a Bolívia e decidir escalar um vulcão, que aí já entra o trekking também. A diferença é essa: o trekking é fazer trilha, mas você pode incluí-la no seu mochilão, que é a viagem em si", explica.

Mario costuma fazer mochilões, como quando ele passou pela Bolívia e Peru, mas a possibilidade de escalar montanhas e vulcões, por exemplo, ou então conhecer ambientes inóspitos, como o deserto de Atacama, chamam muito mais sua atenção. "Meu foco principal é o trekking, mas o trekking me faz fazer mochilões para chegar até as trilhas longas que eu quero fazer", declara.

Sedento de aventura, o carioca, que também trabalha com marketing, já passou pela montanha Huayna Potosí, que é um pico da Cordilheira dos Andes, na Bolívia; conheceu as ruínas incas de Machu Picchu (onde ele chegou por meio de uma trilha de três dias); além de muitos parques nacionais brasileiros, que escondem belezas exuberantes, como as travessias da Serra Fina e Marins-Itaguaré, São Paulo, e a Petrópolis-Teresópolis, no Rio de Janeiro. Todas elas fizeram com que ele desse muito mais valor ao mundo e à natureza, além de tê-lo ajudado a superar algo que ainda o persegue, que é a timidez. "Você acaba aprendendo muita coisa, porque você aprende a ser virar sozinho. Eu era muito tímido -- e sou ainda, mas muito menos. Você aprende novas culturas, aprende a se virar melhor sozinho. Tudo isso afeta em vários aspectos da vida da pessoa. Eu costumo falar que mochilar é uma coisa que todo adolescente deveria experimentar, porque dá uma liberada na pessoa", afirma.

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