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O Globo, Ciencia, p. 31
18/07/2013
ICMBio admite dificuldade de acesso as unidades

ICMBio admite dificuldade de acesso às unidades
Presidente do instituto promete soluções para deficiências de parques visitados pelo GLOBO

Vinicius Sassine

BRASÍLIA. A concessão de serviços à iniciativa privada, a entrada de mais recursos a título de compensação ambiental de grandes obras e a ampliação de parcerias com estados e municípios são as soluções apontadas pelo presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin, para a crítica situação dos parques nacionais, mostrada em série de reportagens do GLOBO iniciada no último domingo. O ICMBio está subordinado ao Ministério do Meio Ambiente e é o órgão responsável pela gestão e pelas políticas para as unidades de conservação.
Vizentin, que preside o instituto há um ano e quatro meses, admitiu a realidade de baixo acesso dos brasileiros e de turistas internacionais à biodiversidade preservada nos parques.
- A série de reportagens revela uma realidade que nós admitimos, não podemos tapar o sol com a peneira. A estruturação dos parques nacionais é uma estratégia que o instituto vem tentando implementar - disse o presidente do ICMBio ao GLOBO, depois de assinar um termo de cooperação com o Google, que permitirá passeios virtuais por 30 unidades de conservação do país.
As concessões à iniciativa privada visam a serviços de visitação, infraestrutura e logística, segundo Vizentin. Parcerias público-privadas já ocorrem em unidades com grande público, como Fernando de Noronha (PE), Cataratas do Iguaçu (PR), Tijuca e Serra dos Órgãos (RJ). Esses espaços contam com serviços privados de ingresso, hotelaria e transporte. A gestão cabe ao ICMBio. A ideia é estender a parceria a outros parques.
- Estamos qualificando a gestão, elaborando para cada parque nacional um plano de investimentos e de negócios - afirmou Vizentin.
O presidente do ICMBio sustentou que os investimentos previstos para os parques, com vistas à Copa do Mundo em 2014 e às Olimpíadas em 2016, serão executados, com a estruturação das unidades para receber os visitantes. O Programa Parques da Copa tem esse objetivo, mas ainda não tem recursos específicos.
- Uma coisa é realmente abrir os parques. A outra seria arrombá-los. Sem essas precauções com estrutura, trilhas e pessoas capacitadas para orientar o visitante, corre-se o risco de haver uma ocupação desordenada, um prejuízo à conservação - disse o presidente do ICMBio.
Vizentin prometeu soluções específicas para os parques visitados pela reportagem e mostrados na série de reportagens. Eleita a representante amazônica do Parque das Copas, Anavilhanas, em Manaus e Novo Airão (AM), terá mais equipamentos instalados, mais servidores e uma melhor parceria com o estado até a realização da Copa, em junho de 2014, conforme o presidente do ICMBio.
O Parque Nacional de Brasília, com apenas 1% da área utilizada pelos moradores da capital, tem uma nova gestão há um mês, responsável por medidas como a ampliação do uso da unidade. Já a prioridade para os parques Aparados da Serra e Serra Geral, em Cambará do Sul (RS), é a agilização da regularização fundiária, segundo Vizentin.

O Globo, 18/07/2013, Ciência, p. 31

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