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06/11/2017
Associacao quer saber causas de incendios na Regiao do Caparao

"Queremos saber: como pode uma localidade onde nunca houve relatos de incêndios, estar sofrendo tanto com os ocorridos no mês de outubro?! Proposital ou não, isso tem que ser investigado! A natureza está morrendo e nós (moradores do entorno), correndo sérios riscos", desabafa Francisco Faleiro, presidente da Associação de Produtores Rurais do Caparaó Capixaba - APRUCCAP.

A indignação do presidente é em relação aos incêndios - ainda sem causas definidas - que vêm atormentando moradores do lado capixaba do Caparaó, de Pedra Menina - em Dores do Rio Preto; até Córrego do Caldeirão, no distrito de Santa Marta, em Ibitirama.

Faleiro relata que regiões próximas ao Parque Nacional do Caparaó (ParnaCaparaó) - inclusive a área verde dentro dos limites do parque - sofreram no mês de outubro com as "insistentes" queimadas. "Somente com a união de moradores voluntários, brigadistas do Parque e o Corpo de Bombeiros de Guaçuí, foi possível conter avanços. O desastre é irreparável", relata o presidente. Ele sugere uma reunião - o mais rápido possível - entre Corpo de Bombeiros, Polícias Ambiental e Civil, sociedade civil e suas representações comunitárias, para um planejamento mínimo. Há suspeitas de que os incêndios serem propositais, iniciados de forma criminosa.

Mãe natureza

Paulo Antônio Bossois Hohlenweerger mora há mais de 15 anos na região e está impressionado. "Falo com tristeza. Foi a primeira vez que vivemos um incêndio aqui. Queremos investigação. Nos empenhamos a manter tudo preservado", reclama ele, com o que classifica de desrespeito à mãe natureza. "Tem a questão existencial, em primeiro lugar. Somos filhos da terra, sem a natureza não existe alimento", diz o morador do Córrego do Caldeirão.

Fogo destruiu 40 hectares em um único incêndio

Os cálculos são do chefe do Parque Nacional do Caparaó, Wellington Antônio Lopes. Segundo ele, foram necessários seis dias - ininterruptos - para que esse número de queimada fosse alcançado. Ele esteve nos locais com a brigada. "Não tivemos tempo de parar para calcular, tamanha demanda e vigilância permanente e também devido ao sol escaldante que contribui para o fogo se alastrar. O que posso afirmar de forma oficial, é que em um único incêndio, que durou 6 dias, em meados de outubro, cerca de 40 hectares foram destruídos", explica o chefe do Parque Nacional do Caparaó.

Cálculo não-oficial assusta

Ainda está sendo feito o mapeamento das áreas afetadas pelas queimadas. Quem viveu e ainda vive de perto a situação, liderando a atuação dos brigadistas, estima que, de janeiro até o momento, o resultado pode ser pior do que se imagina. "Ainda estamos fechando os estudos, mas por participar no combate ao fogo, estimo que 1% de toda a área verde, apenas dentro dos limites do Parna, pode ter sido destruída", conta Lopes. Para se ter uma ideia, a área total que abrange o Parque possui 37mil hectares de Mata Atlântica. Cerca de 80% dela, no Espírito Santo.

"Ainda estamos fechando os estudos, mas por participar no combate ao fogo, estimo que 1% de toda a área verde, apenas dentro dos limites do Parna, pode ter sido destruída", disse Wellington Antônio Lopes.

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